Os solares são um elemento patrimonial cultural português, fruto de uma época de maior crescimento urbano. Em Bragança, entre os séculos XVI e XVII, inicia-se uma diferenciação dos níveis económicos pelos pisos das casas, visto que ter um piso compreendia um investimento não acessível a todos os autóctones. O Solar é então uma construção arquitectónica cuja principal função era a de servir como residência principal dos senhores das propriedades rurais. É de destacar a grande ligação entre os solares e as famílias que neles se instalaram, representadas pelo brasão geralmente envolto numa pedra de armas, um elemento fundamental do solar. Embora os edifícios em geral tivessem um carácter bastante sóbrio este elemento é caracterizado por possuir uma decoração mais exuberante. Bragança possui uma grande riqueza em termos de casas nobres perfazendo um total de sete espaços, de onde fazem parte: o Solar dos Lousada Sarmento, a Casa dos Figueiredos, o Solar dos Teixeiras, o Solar dos Pimenteis, a Casa dos Morgados, o Solar dos Calaínhos e o Solar dos Veiga Cabral. Na sua grande maioria encontram-se sobre exploração de particulares. Estando intimamente relacionados com uma época específica da História, constituem uma mais-valia na valorização da cidade de Bragança e também funcionam como legados históricos que permitem reviver as épocas áureas dos Descobrimentos portugueses e o início do Humanismo. Um caso de sucesso em termos de reaproveitamento cultural e de interesse turístico podemos considerar o Solar dos Teixeiras, um edifício do séc. XVII que, ao contrário dos restantes, fora adquirido e remodelado pela Câmara Municipal, que deu origem a uma biblioteca; ou o caso do Solar dos Veiga Cabral, uma casa da época setecentista que actualmente alberga um centro de Arte Contemporânea.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Solares de Bragança – A marca de uma época
Os solares são um elemento patrimonial cultural português, fruto de uma época de maior crescimento urbano. Em Bragança, entre os séculos XVI e XVII, inicia-se uma diferenciação dos níveis económicos pelos pisos das casas, visto que ter um piso compreendia um investimento não acessível a todos os autóctones. O Solar é então uma construção arquitectónica cuja principal função era a de servir como residência principal dos senhores das propriedades rurais. É de destacar a grande ligação entre os solares e as famílias que neles se instalaram, representadas pelo brasão geralmente envolto numa pedra de armas, um elemento fundamental do solar. Embora os edifícios em geral tivessem um carácter bastante sóbrio este elemento é caracterizado por possuir uma decoração mais exuberante. Bragança possui uma grande riqueza em termos de casas nobres perfazendo um total de sete espaços, de onde fazem parte: o Solar dos Lousada Sarmento, a Casa dos Figueiredos, o Solar dos Teixeiras, o Solar dos Pimenteis, a Casa dos Morgados, o Solar dos Calaínhos e o Solar dos Veiga Cabral. Na sua grande maioria encontram-se sobre exploração de particulares. Estando intimamente relacionados com uma época específica da História, constituem uma mais-valia na valorização da cidade de Bragança e também funcionam como legados históricos que permitem reviver as épocas áureas dos Descobrimentos portugueses e o início do Humanismo. Um caso de sucesso em termos de reaproveitamento cultural e de interesse turístico podemos considerar o Solar dos Teixeiras, um edifício do séc. XVII que, ao contrário dos restantes, fora adquirido e remodelado pela Câmara Municipal, que deu origem a uma biblioteca; ou o caso do Solar dos Veiga Cabral, uma casa da época setecentista que actualmente alberga um centro de Arte Contemporânea.
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