quarta-feira, 30 de julho de 2008

Maria Callas - A Exposição de Lisboa

Em 1958, Maria Callas actuou no Teatro Nacional de São Carlos. Um camarim foi arranjado de propósito para a diva, que encantou e que, naturalmente, fez as primeiras páginas dos jornais da altura. Para comemorar os 50 anos da sua visita ao nosso país, a Fundação EDP e o São Carlos organizaram "Maria Callas - A Exposição de Lisboa", que reúne 43 vestidos, de cena e pessoais, a sua colecção de jóias (que inclui, por exemplo, a coroa de "Norma" criada por Christian Dior) e diversos documentos, como as últimas cartas que Callas escreveu a Onassis (na altura, já comprometido com Jackie Kennedy).

Para além destes objectos, pertencentes à colecção de Bruno Tosi, Presidente da Associazione Internazionale "Maria Callas", a exposição apresenta ainda um núcleo dedicado à passagem da cantora por Lisboa - os cenários do Acto II, mostrados agora ao público pela primeira vez desde 1958, fotografias inéditas, recortes de imprensa ou, por exemplo, o programa de sala autografado.

Mais informações em www.callaslisboa.com

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Este Fim de Semana - Semana Gastronómica do Gaspacho e Tomatada - 21 a 27 de Julho

Aljustrel, Alvito, Beja, Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Odemira, Ourique, Serpa e Vidigueira.



Está a decorrer neste momento a Semana Gastronómica do Gaspacho e Tomatada. Porque não saborear pratos frescos nas mesas do Alentejo? Faça uma escapadinha este fim-de-semana e experimente os deliciosos pratos de gaspacho, tomatada, saladas de tomate, peixe frito com arroz de tomate e pimentos, vinagrada, polvo em molho de tomate, migas de tomate. Acompanhe com bons vinhos brancos ou rosés da região e termine com as melhores sobremesas que o Alentejo tem para lhe oferecer, como por exemplo uma talhada de melão produzido na região.



De 21 a 27 de Julho, nos restaurantes do Baixo Alentejo, o Verão chega-nos de uma forma diferente mas sempre muito tradicional.



Na cidade histórica de Serpa, não deixe ainda de visitar o “Museu do Relógio”. Fundado por António Tavares D’Almeida e instalado no Convento do Mosteirinho, o Museu do Relógio abriu portas à 35 anos atrás e conta com uma audiência de mais de 300 mil visitas. O fundador/coleccionador procurou relógios por todo o país, com vista ao restauro e ao aumento do espólio da colecção. Nos últimos anos, perto de 300 relógios avariados foram doados ao Museu e em colaboração com Mestres relojoeiros foram recuperados e mostrados ao público geral.
As mais de 1800 peças datam desde o século XVIII e contam com variadíssimos exemplares como relógios de bolso, de pulso, de sala, chamando particularmente à atenção uma sala única de relógios de origem nacional. Poderão encontrar fabricantes desde os mais famigerados Cartier ou Rolex até a fabricantes como Bell & Ross e Daniel Roth. Actualmente e desde 1999 o Museu do Relógio, através de parcerias estratégicas, produz os seus próprios relógios para atingir um mercado de coleccionadores e interessados mais exigentes. Para finalizar, muitos dos relógios que têm poderão ser adquiridos na sua loja, cujos modelos estão disponíveis no seu site; repara e restaura relógios de uso particular mediante orçamento.




Localização do Museu do Relógio



- De Lisboa: seguir pela auto-estrada do Algarve (A2) e sair na Saída BEJA, após a entrada na IP8 siga até Beja e logo de seguida terá Serpa;
- De Évora: seguir as indicações até Beja e logo de seguida terá Serpa;
- Do Algarve: Se vier pela auto-estrada (A2) terá de sair na Saída BEJA / OURIQUE, e seguir até Beja e logo de seguida terá Serpa.




Independentemente de onde venha quando a Serpa chegar procure estacionar no Parque de Estacionamento dos Correios. A chegada ao Museu está assinalada mas a sua procura será facilitada se procurar a Praça da República.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Bragança – Sinergia Natural, Cultural e Intangível


Propomos uma visita ao Castelo de Bragança de onde poderão visitar a Domus Municipalis, património central deste castelo. É um dos ex-libris da cidade de Bragança, surgindo a sua designação nos finais do séc. XIX, sendo único na Península Ibérica. É um exemplar arquitectónico eloquente do período medieval, singular e enigmático da arquitectura românica, onde a sua edificação data muito provavelmente do primeiro terço de quatrocentos. É constituída por dois espaços distintos: a cisterna ou sala de água, uma denominação que indica que servia para armazenar águas pluviais e nascentes; um espaço arquitectónico superior a “Casa da Câmara”, que terá sido utilizada para as reuniões dos homens-bons, constituído pelo salão fenestrado, cujo pavimento lajeado é o extra-dorso de abobada de berço que cobre a cisterna. O castelo alberga ainda a Torre de Menaje, casa da lenda da Princesa da Torre. Aconselhamos uma breve viagem pelo Parque Natural de Montesinho, rico não só em termos naturais mas também em termos culturais, nomeadamente devido às suas práticas e vivências comunitárias. Assim, a viagem que propomos decorreria entre Rio d’Onor e Vinhais, aldeias abarcadas pelo património que acabamos de referir onde poderão entender os hábitos da região e mesmo com esta ou aquela conversa com a população local, que permitirão aos viajantes entrarem de forma mais viva, e logo mais produtiva, nas vivências culturais e comunitárias destas duas aldeias. O seguinte link irá dar aos futuros visitantes deste Parque Natural um pouco da riqueza paisagística do local.
http://youtube.com/watch?v=M0dXsOiGHZk A região de Bragança não é apenas rica em património natural e cultural, é ainda rica em património intangível. O Galaico-Português (que ainda continua presente em muitas tradições orais populares) está actualmente em perigo de extinção, pelo que o governo português e espanhol fizeram uma candidatura conjunta do património imaterial Galaico-português à “Masterpiece of Oral and Intangible Heritage of Humanity”, em 2005. A esta causa, associaram-se algumas escolas portuguesas e espanholas, nas quais as gerações mais novas aprendem a língua galego-portuguesa, de modo a que a sua extinção não se torne numa realidade. Estas escolas são denominadas de Escolas UNESCO. Concerteza que esta iniciativa irá agradar os visitantes e contribuirá para a manutenção da continuidade desta tão rica e interessante cultura que une Portugal e Espanha, tornando muito ténues as suas fronteiras. Os eventos sociais e culturais traduzem os ritmos próprios da Natureza nas celebrações que lhe estão associadas, costumes ancestrais enraizados em ritos pagãos remanescentes ou sacralizados pela Igreja ao longo dos séculos. A “Festa dos Rapazes” que se celebra na quadra natalícia é sem sombra de dúvidas de origem pagã e reflecte a verdadeira sinergia natural e cultural vivida em Bragança. Realiza-se nos dias 25 e 26 de Dezembro e pretende celebrar o solstício de Inverno, a fertilidade que poderá ser considerada como um rito de puberdade, sendo organizada por várias aldeias de Bragança como é o caso de Rio d’Onor. É promovida pelos rapazes da aldeia, preferencialmente solteiros, que se mascaram e encarnam vários personagens, desde vassais, mordomos, “caretos” e tamborileiros. Andam pela aldeia num percurso de peditório e roçam com o chocalho nas raparigas da aldeia. No final, a comunidade reúne-se para comer o cordeiro ou vitelo, prosseguindo-se a festa noite dentro entoando cantos dos reis, porta a porta.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Solares de Bragança – A marca de uma época

Os solares são um elemento patrimonial cultural português, fruto de uma época de maior crescimento urbano. Em Bragança, entre os séculos XVI e XVII, inicia-se uma diferenciação dos níveis económicos pelos pisos das casas, visto que ter um piso compreendia um investimento não acessível a todos os autóctones. O Solar é então uma construção arquitectónica cuja principal função era a de servir como residência principal dos senhores das propriedades rurais. É de destacar a grande ligação entre os solares e as famílias que neles se instalaram, representadas pelo brasão geralmente envolto numa pedra de armas, um elemento fundamental do solar. Embora os edifícios em geral tivessem um carácter bastante sóbrio este elemento é caracterizado por possuir uma decoração mais exuberante. Bragança possui uma grande riqueza em termos de casas nobres perfazendo um total de sete espaços, de onde fazem parte: o Solar dos Lousada Sarmento, a Casa dos Figueiredos, o Solar dos Teixeiras, o Solar dos Pimenteis, a Casa dos Morgados, o Solar dos Calaínhos e o Solar dos Veiga Cabral. Na sua grande maioria encontram-se sobre exploração de particulares. Estando intimamente relacionados com uma época específica da História, constituem uma mais-valia na valorização da cidade de Bragança e também funcionam como legados históricos que permitem reviver as épocas áureas dos Descobrimentos portugueses e o início do Humanismo. Um caso de sucesso em termos de reaproveitamento cultural e de interesse turístico podemos considerar o Solar dos Teixeiras, um edifício do séc. XVII que, ao contrário dos restantes, fora adquirido e remodelado pela Câmara Municipal, que deu origem a uma biblioteca; ou o caso do Solar dos Veiga Cabral, uma casa da época setecentista que actualmente alberga um centro de Arte Contemporânea.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Este Fim de Semana

Com o calor que se faz sentir, e se ainda não está de férias, é muito provável que siga para as praias da costa. Por isso, deixamos-lhe a sugestão de visitar o Convento dos Capuchos, já ao final do dia.

Convento dos Capuchos

O Convento dos Capuchos esta situado no lugar de Outeiro do Funchal, Caparica, e é considerado como um dos mais belos e românticos monumentos de Almada, sendo a sua memória marcada pela figura do seu fundador, Lourenço Pires de Távora, vulto de destaque da História portuguesa.
O complexo foi edificado no ano de 1558, por Lourenço Pires de Távora, 4° Senhor da Casa e Morgado da Caparica, que recolheu ao convento e ali faleceu no dia 15 de Fevereiro de 1573.
O convento apresenta uma construção modesta, mas de bastante elegância. Muito abalado com a força destruidora do terramoto de 1 de Novembro de 1755, o convento ficou quase completamente derruído, restando somente a sua parte frontal. Ainda assim, é possível recordar o seu aspecto primitivo.

Na sua fachada havia um triplo pórtico de colunas simples, com arco ao centro e grades de ferro, formando a galilé, que dava acesso ao corpo da capela. À direita e à esquerda da janela maior, sobre o pórtico central, viam-se, respectivamente, emoldurados, o símbolo da Ordem de São Francisco e, em escudo ovalado, as armas dos Távoras.

Outra edificação que se realça neste monumento é a capelinha dedicada a Santo António, cujo tecto abobadado é todo concheado, trabalho de grande cunho artístico. Este monumento almadense, votado ao abandono durante dois séculos, foi, por fim, adquirido pela câmara, em 1950.

A reabertura da igreja do convento, no dia 18 de Outubro de 1952, acabou por simbolizar, embora um pouco tardiamente, o reconhecimento ao mérito do seu fundador, Lourenço Pires de Távora, militar e diplomata eminente.


In "Portugal Eterno",2002

Concertos neste local:

Música Erudita (de 05-07-2008 a 19-07-2008)
Ana Paula Russo e Carlos Federico Gutkin (26-07-2008)

LOCAL Monte de Caparica, Convento dos Capuchos - Largo do Convento - Vila Nova da Caparica

HORARIOS Quarta a domingo das 10h30 às 18h30

E para um Jantar 5***** Restaurante Atira-te ao Rio

Situado no conhecido Cais do Ginjal, o Atira-te ao Rio é um restaurante rústico e muito agradável. Com Lisboa na outra margem, como pano de fundo, poderá deliciar-se com um dos muitos pratos que este restaurante tem para oferecer. Ao Sábado só servem feijoada à brasileira. Para fazer a digestão, sugere-se um passeio à beira rio.


Cais Gingal 69/70 - Cacilhas

2800-284 ALMADA

terça-feira, 15 de julho de 2008

Vencedores Passatempo Evasões | Volta ao Mundo


Evasões/LeiteCreme.com/Pousadas de Portugal


Evasões Ana Rita Santos Brandão

Volta ao Mundo Maria Madalena Martins

Parabéns às vencedoras...


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sétima edição do “Boom Festival” 2008


O Boom é um festival bienal de cultura independente e expressão artística. Realiza-se em Portugal desde 1997, durante a Lua cheia de Agosto. Esta sétima edição irá decorrer entre os dias 11 e 18 de Agosto nas margens do lago de Idanha-a-Nova, na região da Beira Baixa.

Ao contrário dos outros festivais de Verão, o “Boom” tem um verdadeiro enfoque nas pessoas e na arte. É um festival único no mundo que se distingue por ser um dos mais interculturais do mundo, oferecendo uma programação repleta de actividades, capaz de despertar os 5 sentidos de um indivíduo e integrando o público geral numa única causa, a sustentabilidade. Esta consciência ecológica desenvolve-se em torno de actividades através da pintura, do teatro, do cinema, de workshops e como não podia deixar de ser a música. Oferece um cartaz repleto de entretenimento para todos, onde se festeja de forma constante a liberdade, a natureza e a arte. O Boom desenvolve ainda projectos na área da sustentabilidade ao nível da energia, do tratamento de resíduos e da água.

Neste momento está a decorrer e 3ª fase de vendas de bilhetes para este festival (20 Maio – 18 Julho) ao preço de 135€, sendo que à porta do recinto esse valor suba para os 160€. Nesse valor está incluído camping, acesso gratuito às instalações de saneamento básico, acesso a água potável bem como ao centro hospitalar dentro do recinto. Para quem tenha crianças existe ainda o “Baby Boom”, um espaço onde os pais podem usufruir de tudo o que o festival tem para lhes oferecer enquanto os seus filhos são cuidadosamente vigiados por monitores e educadores de infância. É importante ainda referenciar que o Boom tem ainda um cuidado especial para com as pessoas com mobilidade condicionada dentro do recinto, como por exemplo o acesso às instalações sanitárias, que poderão ser requisitadas à entrada do festival. É realmente um festival para todos.

Para mais informações consulte a página oficial deste festival de verão, único pelo seu conceito e importante pela sua causa.

http://www.boomfestival.org/boom2008/index.php

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Passatempo Club Med | TAP


O nosso primeiro grande passatempo chegou...Com o apoio do Club Med e da TAP, temos para oferecer uma estadia para 2 pessoas em all inclusive no Village de Itaparica (Salvador). A oferta inclui também a viagem na TAP para duas pessoas, assim como os transferes.

Para concorrer, basta enviar-nos um email com os contactos de 10 amigos (com respectivos mails) e uma frase que conjugue Leitecreme, Tap, e ClubMed.

Concorra já: geral@leitecreme.com

quarta-feira, 9 de julho de 2008

E porque é Verão, nada como disfurtar de uma visita ao Mercado Medieval de Óbidos!

A vila histórica de Óbidos recebe, entre os dias 10 a 20 de Julho mais uma edição do Mercado Medieval . Este ano com o tema Amor e Guerra - "A Luz e as Trevas" conta algumas novidades entre as quais podemos encontrar:

· Grupos de recriação histórica
· Tasquinhas medievais
· Desfiles de rua
· Torneio Medieval
· Pontos de fabrico e venda de artesanato
· Exposição de armaria
· Exposição /demonstração de falcoaria
· Zona de forca e instrumentos de tortura

Não se esqueça de ir trajado à Época!

Para saber as regras do traje à época não se esqueça de consultar o site da Câmara Municipal de Óbidos –
www.cm-obidos.pt

Valor dos Ingressos
Bilhete unitário diário – 5 €
Ingresso gratuito de Munícipes, menores de 12 anos e pessoas trajadas à época

Horário de Funcionamento
Fins-de-semana - das 12h00 às 24h00
Dia 10 – das 18h00 às 24h00
Outros dias úteis - das 17h00 às 24h00

Mercado Medieval de Óbidos deixamos alguns conselhos:
- Calçado confortável;
- Fuja dos horários convencionais (em cima da hora de jantar);
- Traga os seus 5€ de entrada trocados;
- Levante dinheiro no multibanco antes de chegar à vila;
- Traga um casaco ou camisola que as noites do Oeste são frias.

Como chegar a Óbidos:
De Lisboa
- De automóvel, pela auto-estrada A8 até Óbidos ou pela A1, saindo em Aveiras de Cima em direcção a Caldas da Rainha.
Do norte
- Pela A1, saindo em Leiria e continuando por Batalha, Alcobaça e Caldas da Rainha ou de Leiria directamente pela A8.

Acima de tudo traga boas recordações !

Rota de Vinhos da Península de Setúbal

A Rota de Vinhos da Península de Setúbal / Costa Azul existe para surpreender quem visita uma região bafejada pela sorte, que reúne em três concelhos – Palmela, Setúbal e Montijo – um elevado patamar de qualidade. Do património, à gastronomia, dos recursos naturais, às condições de alojamento, a diversidade é ilimitada e resulta num equilíbrio sustentado, com Lisboa aqui tão perto.
Os árabes, povo profundamente ligado à agricultura, permaneceram alguns séculos na península do Tejo-Sado, dando grande incremento à vitivinicultura, apesar da sua religião não permitir o consumo de bebidas alcoólicas. Com a fundação do reino de Portugal vieram os Francos, povo de antiquíssimas tradições vitícolas. Em 1185, quando Palmela recebeu o seu primeiro foral, atribuído por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, neste se falava da vinha e do vinho na região, o que confirma a sua tradição vitivinícola.

Na Arrábida não se sabe quando começou o cultivo da vinha, mas sabe-se que os Fenícios e os Gregos trouxeram do próximo Oriente algumas castas de uvas que plantaram, por considerarem o clima ameno e as terras das encostas da Arrábida boas para o cultivo da vinha. Em 1381, a Inglaterra importa vinho de Portugal e o rei Ricardo II menciona a importação de vinho de Setúbal. Em 1675, existem referências à exportação de 350 barricas de Moscatel de Setúbal. No dia 9 de Setembro de 1875, Ferreira Lapa, na sua 6ª conferência sobre vinhos, ao concluir o estudo sobre a Estremadura, refere “ a notável e importante comarca vinhateira de Setúbal, a região privilegiada do moscatel com reputação na Europa e nome feito em Portugal, onde bem poucos nomes se fazem”.

A Península de Setúbal é, pois uma região pioneira na elaboração de produtos vinícolas de reconhecida qualidade, como é o caso do Moscatel de Setúbal, vinho generoso cuja área produtiva se encontra delimitada desde 1907, apesar da sua produção ser bastante anterior.

A Região Vitivinícola da Península de Setúbal desdobra-se em três denominações distintas:

• Palmela – D.O.C. (Denominação de Origem Controlada Palmela)

• Setúbal – D.O.C. (Denominação de Origem Controlada Setúbal)

• Terras do Sado, Vinho Regional

Na região predominam as castas tintas, com cerca de 80% do encepamento total, com destaque para o concelho de Palmela. A casta predominante é a Castelão, no entanto para além de outras castas nacionais, assinala-se a entrada de Chardonnay, de Cabernet Sauvignon, de Merlot, de Syrah, de Cabernet Blanc, de Pinot noir e blanc, entre outras.

As castas brancas mais representativas da Região continuam a ser a Fernão Pires e a Moscatel de Setúbal. Esta última utilizada para o vinho generoso com o mesmo nome. A Região Vitivinícola da Península de Setúbal desdobra-se em três denominações distintas:

• Palmela – D.O.C. (Denominação de Origem Controlada Palmela)

• Setúbal – D.O.C. (Denominação de Origem Controlada Setúbal)

• Terras do Sado, Vinho Regional

Na região predominam as castas tintas, com cerca de 80% do encepamento total, com destaque para o concelho de Palmela. A casta predominante é a Castelão, no entanto para além de outras castas nacionais, assinala-se a entrada de Chardonnay, de Cabernet Sauvignon, de Merlot, de Syrah, de Cabernet Blanc, de Pinot noir e blanc, entre outras.

As castas brancas mais representativas da Região continuam a ser a Fernão Pires e a Moscatel de Setúbal. Esta última utilizada para o vinho generoso com o mesmo nome.

O Moscatel de Setúbal - Denominação de Origem Controlada

A casta Moscatel é originária do Egipto e expandiu-se pelo Mediterrâneo a partir de Alexandria, possivelmente na época do Império Romano (Galet, 1985).É uma casta de dupla aptidão, pois é utilizada para a mesa e constitui a base do prestigiado vinho generoso “Moscatel de Setúbal”.Os vinhos com direito à Denominação de Origem Controlada Setúbal são produzidos numa região delimitada pelos concelhos de Palmela, Setúbal e parte da freguesia de Nossa Senhora do Castelo no concelho de Sesimbra.Existem dois tipos de Moscatel, o branco e o roxo, elaborados, respectivamente, a partir das castas Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo. Os vinhos só podem ser designados “Moscatel de Setúbal” e “Moscatel Roxo”, quando estes contribuírem com, pelo menos, 85% do mosto utilizado.Este vinho generoso é caracterizado pelas suas especiais qualidades de aroma e sabores peculiares e inconfundíveis.
Não perca também as festividadesde Julho:
Animações no Castelo de Palmela ~ Palmela
Feira de Sant'iago ~ Setúbal
Festa de Artesanato de Aires (data móvel) ~ Aires (Palmela)
Festa de Nossa Senhora da Arrábida ~ Setúbal
Festas da Arrábida e Azeitão ~ Vila Nogueira de Azeitão (Setúbal)
Festas em Honra de São Jorge ~ Sarilhos Grandes (Montijo)
Festas Populares do Bairro do Areias - Montijo
Festival de Folclore de Praias do Sado ~ Setúbal
Festival do Sado ~ Setúbal
FIAR – Festival Internacional de Artes de Rua ~ Palmela
FIG – Festival Internacional de Gigantes (bienal) ~ Pinhal Novo (Palmela)
Noites de Verão ~ Pinhal Novo (Palmela)
Noites do Castelo ~ Setúbal
mais informações www.rotavinhospsetubal.com

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Allgarve Jazz 2008


E para os amantes de boa música vai a sugestão desta semana. A partir desta sexta-feira, o programa «Allgarve» dedica-se aos masters do jazz e traz aos palcos algarvios seis nomes que quase dispensam apresentações. A semana arranca hoje com Lucky Peterson, que se apresenta no Estádio da Restinga, na Praia de Alvor. Amanhã, sábado, chega um dos mais aguardados nomes do Allgarve Jazz: Herbie Hancock. O músico recém-galardoado com dois Grammies, entre os quais «Album of the year», categoria que não era conquistada por um músico de Jazz há mais de 40 anos, apresenta-se no Monumento Duarte Pacheco, em Loulé. Vá até ao sul e para além do excelente tempo muita praia , traga doces recordações musicais…


PROGRAMAÇÃO

Dia 4 - Lucky Peterson
Dia 5 - Herbie Hancock
Dia 6 - Maria João e Mário Laginha
Dia 11 - Dee Dee Bridgewater
Dia 12 - The Manhattan Transfer
Dia 13 - Freddy Cole

Data de início:04-07-2008
Data de fim:13-07-2008
Horário:Espectáculos com inicio às 22h00
Localidade:Portimão, Loulé, Sagres, Albufeira e Lagoa
Contactos:
www.allgarve.pt

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Cidade do Porto

A Cidade das Pontes, esse local tão emblemático do nosso país. Faça download da ficha de desdito e quando lá for, não se esqueça de fazer um dos percursos que sugerimos.





PERCURSOS NO PORTO


Para quem pretenda desvelar a cidade, nos seus recantos, não pode deixar de realizar os percursos que estão à disposição dos turistas e visitantes. Descubra o percurso Medieval. Se prefere os percursos pedestres surpreenda-se com o do Azulejo ou Garretiano - ou, então, desfrute de um passeio num Parque ou Jardim mais próximo de si. mais informações http://www.portoturismo.pt/


Percurso Medieval




1.Sé Catedral
Terreiro da Sé Construída no séc. XII, em estilo românico, evidencia influências da região francesa do Limousin e da escola de Coimbra. A sacristia, o claustro e a capela de João Gordo - com o notável túmulo do fundador, em calcário - são já do período gótico. Na parede exterior da torre norte, um baixo relevo representa uma embarcação do séc. XIV, que traduz a importância da vocação marítima da cidade. Num dos contrafortes da torre sul, um olhar atento pode observar duas medidas padrão, gravadas na pedra, únicos vestígios da feira medieval que se desenrolava diante da Sé.

2.Torre Medieval
Calçada de D. Pedro Pitões Casa-torre descoberta durante as demolições do terreiro da Sé, realizadas na década de 40. É actualmente uma reconstituição, deslocada do sítio original uns 15 metros. Os documentos referem outras casas-torres no interior da cerca primitiva, entretanto desaparecidas.

3.Casa da Câmara
Rua de S. Sebastião A torre dos Paços do Concelho, edificada no séc. XIV-XV, era um dos mais importantes edifícios da parte alta da cidade. Aqui tinham lugar as sessões camarárias até meados de Quinhentos, altura em que o edifício, construído sobre um troço da antiga cerca medieval, começou a ameaçar ruína.

4.Casa do Beco dos Redemoinhos
Um dos mais completos exemplares da arquitectura civil da primeira metade do séc. XIV. A fachada, meio escondida atrás da capela-mor da Sé, dava outrora para um animado largo do burgo, limitado a ocidente pela desaparecida charola da Catedral.

5.Muralha Primitiva
Muralha Primitiva Largo de Vandoma A primeira cinta de muralhas circundava o Morro da Sé, sobrevivendo apenas alguns pequenos troços, em parte escondidos pelo casario. A muralha primitiva poderá ter sido edificada pelos romanos, sendo reconstruída no séc. XII. A entrada principal do burgo - a Porta de Vandoma - ficava situada do lado norte, entre o actual Terreiro da Sé e a Rua Chã. Um dos vestígios mais significativos da muralha é ainda visível ao cimo da Av. Afonso Henriques. Sobre o cubelo aí existente houve uma casa gótica, cuja parede meridional está hoje integrada na fachada norte da sede regional da Associação dos Arquitectos Portugueses. Neste local apareceram ruínas arqueológicas do povoado primitivo, que foram preservadas.

6.Igreja de Santa Clara
Largo 1º de Dezembro A construção do convento feminino de Santa Clara data da primeira metade do séc. XV. Sofreu alterações na época moderna, altura em que foi edificado o belo portal renascentista. A igreja, cujo interior se encontra revestido a talha dourada, conserva ainda a estrutura gótica original.

7.Muralha Fernandina: trecho dos Guindais
A segunda cinta de muralhas começou a ser construída cerca de 1336, ficando concluída em 1376. Tinha uma extensão de 3000 passos e altura média de 30 pés. Nela se rasgavam várias portas, defendidas por torres. O pano de Santa Clara, restaurado nos anos 20, é aquele que apresenta hoje melhor visibilidade, impressionando pelo arrojo da sua implantação.
8.Torre do Barredo
O edifício nº 5 da Rua de Baixo representa o mais antigo exemplar da arquitectura civil do período medieval sobrevivente no quarteirão do Barredo, devendo a sua construção remontar ao séc. XIII.

9.Muro dos cobertos da Ribeira
A praça da Ribeira estava outrora separada do rio Douro por um troço da muralha Fernandina, onde se abria a principal porta de ligação ao rio. Para esta praça se abriam vários cobertos, restando apenas um, do lado oriental, ao longo da face interna da muralha.
10.Postigo do Carvão
Cais da Estiva Única porta sobrevivente da muralha do séc. XIV, ligava o Cais da Estiva à Rua da Fonte Taurina. No interior, vêem-se os degraus de acesso à parte superior do Muro. Aí existiu uma inscrição, hoje recolhida no museu, que se referia à amarração dos barcos.
11.Casa do Infante
Rua da Alfândega Edifício onde, segundo a tradição, terá nascido o Infante D. Henrique. Construído em 1325, para Alfândega e habitação dos oficiais régios, foi-lhe anexada em finais dos séc. XIV a Casa da Moeda. Sofreu grandes transformações em 1677, tendo-se mantido em funções como posto aduaneiro até ao séc. XIX, quando foi construída a Alfândega Nova.

12.Casa da Bolsa do Comércio
Rua do Infante D. Henrique O prédio com os nº 47 a 53 ostenta na fachada o escudo de D. João I. Foi esta a Casa que o Rei cedeu aos mercadores, em 1402, para aí instalarem a primeira Bolsa do Comércio da Cidade. No rés--do-chão foi aberta uma passagem para a Casa da Moeda, vendo-se no interior a estrutura medieval.
13.Casa da Rua da Reboleira
O prédio nº. 59 da Rua da Reboleira, construído talvez no séc. XIV, conserva ainda quase intacta a estrutura original de casa-torre. No interior de prédios vizinhos observam-se vestígios de outras habitações medievais.
14.Igreja de S. Francisco
Rua do Infante D. Henrique A presença das Ordens Mendicantes na cidade data da primeira metade do séc. XIII, quando é iniciada a construção dos mosteiros de S. Francisco e de S. Do-mingos. As cercas destes conventos englobavam toda a área situada entre a Praça do Infante, o Mercado Ferreira Borges e a Rua do Comércio do Porto. Dos antigos conventos apenas resta a igreja dos franciscanos, um edifício de três naves, em cujo interior estão sepultados os membros de algumas importantes famílias do burgo medieval. Ainda da Idade Média, é de salientar a pintura mural de Nossa Senhora da Rosa. A igreja é também conhecida pelas suas notáveis obras de talha barroca.

15.Muralha Fernandina: trecho do Caminho Novo
Um dos lanços de carácter mais monumental da muralha do séc. XIV corre paralelamente às escadas do Caminho Novo. Prolonga-se depois entre o casario, ao longo da Rua Francisco da Rocha Soares, onde ainda se vê um dos cubelos sobre os telhados. A muralha só volta a ver-se junto ao jardim da Cordoaria, no interior de um café, onde sobrevivem vestígios da torre e porta do Olival.

16.Hospital da Confraria do Espírito Santo
Miragaia foi antigo lugar de pescadores e marinheiros e constituía, na época medieval, o principal arrabalde do Porto. No areal, onde veio a ser construída a Alfândega Nova, localizavam-se os mais importantes estaleiros da cidade. A igreja de S. Pedro de Miragaia remontará à alta Idade Média, mas já nada conserva da estrutura medieval. Por detrás do templo, na parte superior, vê-se a capela da confraria dos mareantes, cuja parede norte conserva restos do antigo Hospital do Espírito Santo. É digno de visita o Museu da Confraria, que conserva um tríptico do séc. XVI e um dos relicários de S. Pantaleão.

17.Torre de Pedro Sem
Rua da Boa Nova Conhecida documentalmente desde o séc. XV, a torre pertenceu aos descendentes de Pedro do Sem, chanceler do rei D. Afonso IV. Passou depois para a propriedade de um ramo dos Brandões, que a venderam, mais tarde, à Mitra do Porto.

18.Igreja de Cedofeita
Situada na periferia do burgo, deu origem a uma pequena póvoa rural que, no séc. XIX, veio a integrar-se na cidade. A origem do templo é muito antiga, remontando talvez ao período visigodo. Foi reconstruída em estilo românico, sabendo-se que a capela-mor veio a ser sagrada em 1087. A obra continuou no séc. XII. É digno de referência o Agnus-Dei, no tímpano do portal Norte.